improvável invasão
do real pelo delírio
o palpável esfacela
no concreto imaginário
de longe se observam
palavras atos sem contato
freios faltam à quimera desvairada
barras sobram na cela do internato.
terça-feira, 10 de março de 2009
Fotossíntese
a água está parada
lenta e surda cresce a alga
verdes mares então daltônicos
do dia a noite estão autônomos
a fagulha oculta na floresta
perdida em noite de seresta
cresce louca e devasta
come muito e não faz sesta
se longe vai o inventado
perto está a dura pedra
não sente a chuva nem a fome
espera calma a gravidade
o sol não vê a lua
nem sonha tolo com planetas
solta fogo em rajadas
franco brilho tudo aclara
luz que ilumina letras
refulge em partituras notas
tal qual reluz em botas
que esmagam idéias frescas
alimentadas por doce néctar
alimentarão amarga cepa
são aquelas primeiras algas
outrora ocultas, agora bestas
lenta e surda cresce a alga
verdes mares então daltônicos
do dia a noite estão autônomos
a fagulha oculta na floresta
perdida em noite de seresta
cresce louca e devasta
come muito e não faz sesta
se longe vai o inventado
perto está a dura pedra
não sente a chuva nem a fome
espera calma a gravidade
o sol não vê a lua
nem sonha tolo com planetas
solta fogo em rajadas
franco brilho tudo aclara
luz que ilumina letras
refulge em partituras notas
tal qual reluz em botas
que esmagam idéias frescas
alimentadas por doce néctar
alimentarão amarga cepa
são aquelas primeiras algas
outrora ocultas, agora bestas
Prisão
do etéreo ao vazio corre
delira o sonho sempre
ser leve abstrato
recusa
a pedra do contato
puro e simples delinquente
sabia, ter tempo para sempre
palpável a todo custo evita
tão claro e belo o vazio
a singularidade impressa
soerguida estrutura
cresce, amedronta e dificulta
destrói singelos em complexos
o vórtice suga por extremos
desperta dores esquecidas
ao redor, a cela está formada
do pó, ao sofrimento e à carne
delira o sonho sempre
ser leve abstrato
recusa
a pedra do contato
puro e simples delinquente
sabia, ter tempo para sempre
palpável a todo custo evita
tão claro e belo o vazio
a singularidade impressa
soerguida estrutura
cresce, amedronta e dificulta
destrói singelos em complexos
o vórtice suga por extremos
desperta dores esquecidas
ao redor, a cela está formada
do pó, ao sofrimento e à carne
Felicidade
como sempre,
se corta a laranja
se arranca a casca
se engole o bagaço
como sempre
a observação
também pergunta
por que
se tudo de repete
nada se mantém
se corta a laranja
se arranca a casca
se engole o bagaço
como sempre
a observação
também pergunta
por que
se tudo de repete
nada se mantém
sexta-feira, 6 de março de 2009
sobre mesa um copo
abriga um líquido
elimina um fato
salienta um risco
sob a cama um saco
guarda rodas tolas
a superstição que teme
também empunha o taco
sob o telhado um teto
protetor protegido reto
fecham paredes portas
vidros e janelas tortas
incônscios seguidos pontos
formados estranha reta
de uma fileira cega
são a verdade incerta
isolados microfatos
em perguntas repressões
são estragos consumados
de certezas protegidas
abriga um líquido
elimina um fato
salienta um risco
sob a cama um saco
guarda rodas tolas
a superstição que teme
também empunha o taco
sob o telhado um teto
protetor protegido reto
fecham paredes portas
vidros e janelas tortas
incônscios seguidos pontos
formados estranha reta
de uma fileira cega
são a verdade incerta
isolados microfatos
em perguntas repressões
são estragos consumados
de certezas protegidas
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