mão que voa sobre a folha
gasta o negro e rasga o branco
pinta o rosto e nasce a face
vibra o olho e ofusca a sombra
ao fim da obra desce a tarde
falta a luz e corre o sonho
o homem olha o rabisco louco
perversos olhos e boca torta
cabelos crespos e áureas órbitas
desdenha a mão das cores fáceis
fulge o tino da saliva fonte
toma o corpo malas formas
pernas curvas braços fortes
o terror percorre a branca fonte
sua frio e sobe a tosse
no desenho tosco inventado
se vê tão clara a própria face